Metodologia:
AULA
1
1.º MOMENTO: MOBILIZAÇÃO PARA O
CONHECIMENTO
A aula será
iniciada com questionamentos aos alunos sobre o que eles sabem ou já
ouviram falar em relação aos anfíbios. Poderão surgir questões como: O sapo
jorra leite que cega? Xixi do sapo nos deixa cego? Se jogar sal no sapo ele
morre? Porque as rãs ficam em nossos banheiros? Rãs, sapos e pererecas
possuem veneno? Do que os sapos se alimentam? De onde apareceu a lenda de
que se beijar o sapo ele vira príncipe? Entre muitas outras dúvidas que
serão respondidas até o final da aula.
2.º MOMENTO: CONSTRUÇÃO DO
CONHECIMENTO
Texto
xerocado e entregue para ser feita a leitura individual sobre a evolução
dos anfíbios:
A Evolução –
Da Água para a Terra
Os primeiros anfíbios se desenvolveram
durante o período Devoniano, há cerca de 370 milhões de anos atrás. Com o
calor e umidade presentes naquela época os lagos se transformaram em
pântanos, pobres em oxigênio, matando os animais aquáticos. Foi nesse período
que uma ordem de peixes ósseos desenvolveu barbatanas musculares apoiadas
em ossos, adaptadas ao ambiente lamacentos. A partir dessa adaptação
conseguiram se sustentar e se locomoverem na terra, em busca de água, e
auxiliou também na respiração fora d’água.
As principais observações levaram a
interpretações que apontavam a necessidade de caminhar de uma lagoa com
escassez de água para outra como a principal pressão motivadora da seleção
e do estabelecimento de tais características. Essa capacidade de se
locomover de uma lagoa para outra favoreceria a seleção de peixes mais
adaptados à água e que podiam passar apenas curtos períodos em terra firme.
Porém, com o descobrimento da espécie Tiktaalik
roseae, que possuía tanto
características aquáticas como terrestres, que outros fatores poderiam ter
atuado, como a possibilidade de explorar um ambiente novo, sem predadores e
competidores, e com fartura de recursos. Nessas condições, não apenas as
alterações no esqueleto e nos músculos seriam selecionadas, mas também
outras que facilitariam o gradual abandono da água.
Entregar a
imagem xerocada do Tiktaalik roseae (anexo).
Questionar “Como
surgiram os anfíbios?” registrando no caderno suas considerações.
Levar os
alunos no laboratório de informática para buscarem as respostas das
perguntas, em grupos, levantadas no inicio da aula.
Debater as
respostas encontradas.
3.º MOMENTO: SÍNTESE DO CONHECIMENTO
Os alunos
deverão fazer um registro no caderno sobre os questionamentos e suas
respostas no caderno, poderão surgir algumas conclusões como por exemplo:
O sapo não
jorra leite que cega porque ele não produz leite. Possui na parte lateral
da cabeça duas glândulas chamadas parotóides, que produzem uma secreção de
aspecto leitoso, utilizado para defesa.
O xixi do
sapo não causa danos às pessoas. A urina pode conter toxinas como a de
qualquer outro animal, ela será toxica apenas para pequenos animais ou em
contato com mucosas.
O sal pode
matar os anfíbios porque sua pele é um tegumento permeável, por causa do
seu modo de respiração. Sua respiração é pulmonar ou cutânea, feita através
da pele. Então precisa estar sempre úmida, para que as trocas gasosas possam
ocorrer. Se jogarmos sal no sapo, o sal por um processo de osmose retira a
umidade da superfície cutânea e a água das células epidérmicas, o que pode
resultar em feridas, desidratação, hemorragias, infecções e pode levar o
anfíbio a óbito.
As rãs ficam
em nossos banheiros, devido à perda de habitat natural, elas precisam ficar
em lugares úmidos por causa de sua pele, então podem encontrar no banheiro
um ambiente adequado.
Sim, alguns
sapos, rãs e pererecas possuem veneno. As rãs possuem veneno em sua pele,
mas não há meios de injetar esse veneno no ser humano. Os sapos venenosos
são bem coloridos. Suas cores servem como um aviso de alerta para os seus
predadores. Os anuros possuem glândulas que produzem veneno, o envenenamento
de pessoas por toxinas produzidas por anuros é baixa.
O sapo,
basicamente, se alimenta de insetos, não tem dentes, até mesmo por que não
precisa, utiliza a língua para fisgar os insetos que consegue localizar.
Sapos produzem
diversas secreções, que quando ingeridas podem trazer alguns efeitos,
inclusive o efeito alucinógeno. Algumas tribos indígenas fumavam essas
toxinas ou lambiam a pele das rãs e sapos para ter este efeito. Muitos
contos de fadas se aproveitam desta característica e modificam a frase
verdadeira: Lamber um sapo pode dar alucinações; para a frase: Beije um
sapo para ele virar príncipe.
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AULA
2
1.º MOMENTO: MOBILIZAÇÃO PARA O
CONHECIMENTO
Começar a
aula relembrando como surgiram os anfíbios.
2.º MOMENTO: CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Professor
explicaria sobre as características gerais, reprodução e divisão dos
anfíbios, enfatizando as palavras-chave, destacadas em negrito nos textos
abaixo, no quadro.
Características
gerais
O nome “Anfíbios” vem do grego amphi
= dupla e bios = vida. Uma
vida dupla, parte na água e parte da terra. Esse grupo inclui sapos, rãs, salamandras e cobras cegas.
Esses animais se caracterizam por ter a pele fina, sem escama, lisa e úmida, com grande quantidade de
glândulas. Estas podem secretar substâncias venenosas ou no tipo de
muco para proteção contra dessecação. A
pele também é a responsável pela respiração cutânea.
É por esse motivo que o sal
prejudicaria os anfíbios. Eles possuem a pele fina e é a partir dela que
ocorrem as trocas gasosas. No corpo dos seres humanos existe certa
porcentagem de água e a água sempre tende a diluir as substâncias, certo?
Então se jogassem sal em cima de um sapo a água do corpo dele sairia em
direção ao sal para diluí-lo. O mesmo aconteceria com nós se ficássemos
horas dentro do mar. Pode-se notar de as pontas dos nossos dedos enrugam,
murcham, é por esse motivo.
Os anfíbios são carnívoros. Possuem a boca grande, com dentículos, em uma ou ambas as maxilas. A língua é elástica,
pegajosa e pode ter vários centímetros de comprimento para capturas presas
a maiores distâncias. São ectodérmicos,
vertebrados com sangue frio, a temperatura do corpo varia de acordo com a
temperatura do ambiente. Principalmente em razão disso e da necessidade de
manter a pele úmida, são mais abundantes nas regiões tropicais que em
ambientes extremos, como os desertos e regiões polares.
São divididos em três ordens: Anura, Urodela e Gymnophiona. Os
anuros, do grego an = sem e oura = cauda, é o grupo mais numeroso, inclui rãs, pererecas e sapos. O corpo se
caracteriza por apresentar cabeça e tronco fusionado e não ter cauda na
fase adulta. Possuem os quatro membros bem desenvolvidos, com as pernas traseiras alongadas e adaptadas
para o salto.
Urodela do grego oura = cauda e delos
= evidente, que inclui as salamandras. Animais de corpo alongado, chegando
a medir 20 centímetros de comprimento, mas algumas espécies chegam à 1,5
metro, com cauda e membros curtos, todos do mesmo tamanho. Tanto as
salamandras totalmente aquáticas quanto as terrestres apresentam quatro
membros locomotores. Sua forma de locomoção é por flexão lateral, como os
peixes, mas com apoio no solo. A salamandra aquática, Axolote, como vimos
no vídeo possui brânquias externas que é uma característica larval.
Gymnophiona do grego gymné = nu e ophis = serpente é o grupo menos conhecido e inclui os anfíbios
denominados cobras cegas ou cecílias, que tem corpos alongados e sem
apêndices, semelhantes aos de serpentes. Esses anfíbios passam a maior
parte da vida embaixo do solo e seus olhos são pouco desenvolvidos ou
ausentes. Por esse motivo, esses animais podem ser totalmente cegos, mas
possuem tentáculos sensoriais próximo ás narinas.
Reprodução
De maneira geral, eles ainda dependem
da água para se reproduzir, pois a fecundação é externa na maioria,
e o ovo, sem casca, anamniota, deve permanecer dentro da água para
evitar dessecação.
Os sexos nos anfíbios são geralmente
separados, e em alguns casos o dimorfismo sexual é acentuado. Sapos
e rãs têm um ritual de acasalamento elaborado, em que o macho abraça a
fêmea, comportamento esse chamado de amplexo. Os dois liberam os
gametas na água, onde ocorre a fecundação.
A maioria dos anfíbios apresenta
desenvolvimento indireto, com uma fase larval aquática, chamada de
girino. As larvas são bem diferentes dos adultos, apresentando
características semelhantes aos peixes: cauda, linha lateral,
respiração branquial e cutânea e excreção de amônia. O
desenvolvimento da larva em um anfíbio adulto ocorre no processo de metamorfose,
quando ela passa por diversas transformações, como o desenvolvimento de
pulmões, eliminação da cauda e surgimento de pernas.
Alguns animais apresentam cuidado
parental, constroem ninhos, secretam muco em volta dos ovos para evitar a
dessecação e permanecem perto dos ovos até eles eclodirem.
Na ordem Anura, na época do
acasalamento, os machos de algumas espécies, emitem sons particulares,
chamados de coaxar, o áudio reproduzido. Cordas vocais produzem
esses sons, que são então amplificados pelos sacos vocais, pregas de pele
localizada embaixo da boca dos machos.
Na ordem Urudela, o desenvolvimento
pode ser direto (salamandras terrestres) ou indireto (a larva
é aquática, com brânquias). Algumas salamandras ainda apresentam pedomorfose,
fenômeno em que o indivíduo adulto, sexualmente maduro, mantém
algumas características da fase larval, como cauda e brânquias.
3.º MOMENTO: SÍNTESE DO CONHECIMENTO
Entregar o
texto da reprodução com palavras faltando para os alunos completarem
durante a explicação do mesmo (anexo).
Obs.: As
palavras sublinhadas no texto acima são as que faltam no texto entregue aos
alunos.
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AULA
3
1.º MOMENTO: MOBILIZAÇÃO PARA O
CONHECIMENTO
Revisar o
conteúdo visto questionando os alunos sobre as aulas passadas. Cada aluno
falará uma palavra-chave, conceito ou entendimento do assunto.
Os primeiros anfíbios se
desenvolveram durante o período Devoniano, há cerca de 370 milhões de anos
atrás. Com o calor e umidade presentes naquela época os lagos se
transformaram em pântanos, pobres em oxigênio. Foi nesse período que uma
ordem de peixes ósseos desenvolveu barbatanas musculares apoiadas em ossos,
adaptadas ao ambiente lamacentos. A partir dessa adaptação conseguiram se
sustentar e se locomoverem na terra, em busca de água, e auxiliou também na
respiração fora d’água.
Os anfíbios possuem uma vida dupla, parte na água e parte da terra.
Esse grupo inclui sapos, rãs, salamandras e cobras cegas. Esses animais se
caracterizam por ter a pele fina, sem escama, lisa e úmida, com grande
quantidade de glândulas. A pele também é a responsável pela respiração cutânea.
Os anfíbios são carnívoros e ectodérmicos. São divididos em três ordens:
Anura, Urodela e Gymnophiona.
De maneira geral, eles ainda
dependem da água para se reproduzir, pois a fecundação é externa na
maioria, e o ovo, sem casca, anamniota, deve permanecer dentro da água para
evitar dessecação. Os sexos nos anfíbios são geralmente separados. A
maioria dos anfíbios apresenta desenvolvimento indireto, com uma fase
larval aquática, chamada de girino. As larvas são bem diferentes dos
adultos.
2.º MOMENTO: CONSTRUÇÃO DO
CONHECIMENTO
Relatar a
importância ecológica dos anfíbios, onde eles aparecem como bioindicadores,
ou seja, sua presença indica que o ambiente está em equilíbrio ecológico.
Alguns grupos são responsáveis por pesquisas para descobertas de
medicamentos, como é o caso da perereca Pseudisparadoxa
a qual produz uma substância capaz de tratar diabetes e a perereca cola que
produz uma cola capaz de ajudá-la a subir nas paredes por toda a vida sem
diminuir sua aderência e está servindo de inspiração para criação de uma
nova cola cirúrgica.
3.º MOMENTO: SÍNTESE DO CONHECIMENTO
O professor
separará os alunos em 9 grupos a partir dos tópicos a seguir: Capa e
sumário, características, reprodução, evolução, Anuros, Urodela,
Gymnophiona, importância e proposta de conservação e conscientização. Após
entregará uma folha de ofício para cada grupo e sorteará o assunto.
Cada grupo
terá que desenvolver um capítulo do livro (uma folha de ofício dobrada ao
meio, o que equivalerá a quatro paginas do livro) com criatividade
(desenhos, mapas mentais, figuras, esquemas) e coloridos.
No final da
aula todos os capítulos serão agrupados para formar um livro.
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